30º Simpósio Nacional da ANPUH

Apresentação

Professores e professoras de história, de todos os níveis de ensino, e pesquisadores e pesquisadoras de história, em diferentes estágios da carreira, têm um encontro marcado na cidade do Recife, entre os dias 15 e 19 de Julho de 2019, para discutir os grandes desafios impostos ao campo na atualidade.

O 30º Simpósio Nacional de História (SNH) será um importante espaço de intercâmbio cultural e científico, em que profissionais e estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação em história, de diferentes regiões do país, reúnem-se para compartilhar experiências vivenciadas no processo de produção do conhecimento histórico, para celebrar o (re)encontro com novos(as) e velhos(as) companheiros(as) de luta e de labor e para organizar um coletivo para enfrentar os ataques ao ensino de história e à violência contra mulheres, indígenas, negros, crianças, adolescentes e LGBTs.

Essa tão esperada reunião bienal, que tem proporcionado a veteranos(as) e calouros(as) um confortável sentimento de comunidade, acontecerá novamente sob a coordenação da UFPE e da UFRPE, que de forma conjunta com a ANPUH-Brasil, a ANPUH-PE e demais instituições de ensino (UPE e UNICAP) empenha-se em realizar um evento que acolha bem seu grande número de participantes, mantendo a excelência e o compromisso social-político. Repetindo o êxito do 18º SNH, realizado em 1995, na cidade do Recife, o 30º SNH se dará como excelente oportunidade para o conhecimento não apenas da infraestrutura acadêmica local mas também da produção intelectual e cultural da região.

Para esta edição, a Assembleia Geral do 29º SNH, realizado na UNB, em 2017, elegeu a temática História e o Futuro da Educação no Brasil, traduzindo uma questão que inspira a refletir sobre o papel do ensino de história no contexto atual e sobre os diversos embates enfrentados por seus profissionais nos espaços escolares, nas universidades e centros de memória e pesquisa.

O evento também propõe o debate sobre outros temas complexos da atualidade, como as questões relativas ao passado escravocrata e suas permanências nas relações sociais, nas formas de trabalho do presente e nos golpes políticos no Brasil e América Latina. Entre os desafios atuais, podemos destacar as candentes questões do avanço da “onda conservadora” sobre a América Latina e os usos do passado autoritário no momento presente.

Sem dúvida, pensar a produção do conhecimento histórico e o futuro do processo formativo mais amplo é discutir o projeto de sociedade que vem sendo construído nos bancos escolares de nossas instituições de ensino. Interessa compreender de que modo as marcas desse passado colonial apresentam-se e inscrevem-se em nossa experiência atual e de que modo o futuro se manifesta no presente.

É nesta perspectiva que teremos uma ampla programação! Serão várias conferências proferidas por influentes historiadores(as), nacionais e internacionais, diversos diálogos contemporâneos, simpósios temáticos e minicursos.

Com esses sentimentos de alegria e de afeto, sejam todos e todas bem-vindos!

Fonte: texto retirado integralmente do sítio oficial do evento da ANPUH.

Mais informações: https://www.snh2019.anpuh.org

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Nota de apoio ao Museu Nacional

Neste momento no qual o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista luta para se reerguer, com os esforços de seus servidores técnico-administrativos, professores, pesquisadores e alunos para a sua reconstrução, prestamos nossa solidariedade ao MN e afirmamos que estamos dispostos a colaborar nesta luta. Em razão das falsas notícias vinculadas recentemente nas mídias, culpando a administração universitária pela tragédia, assim como pela possibilidade postulada pelo governo Temer de desvincular o MN da UFRJ, reiteramos nosso apoio ao MN e afirmamos que somos a favor de que o museu continue vinculado à UFRJ, pois além de este ser uma instituição de guarda de acervos, é uma unidade da UFRJ onde se desenvolve pesquisa, ensino e extensão de excelente qualidade, que não pode ser submetida a uma outra instituição, o que contraria a autonomia universitária. Portanto, dizemos NÃO à criminalização da UFRJ e SIM em defesa do Museu Nacional e da universidade pública!

Nota de pesar

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O Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, um dos maiores centros de pesquisa da América Latina, foi consumido pelas chamas ontem à noite, neste ano em que completou duzentos anos de existência. Nessa trajetória de vida deu origem a muitas descobertas e pesquisas, imprescindíveis à ciência brasileira. O Palácio São Cristóvão serviu de moradia à família real portuguesa de 1808 a 1821 e à família imperial brasileira de 1822 a 1889. Tornou-se museu em 1892, quando o Museu Real, fundado por D. João VI em 1818, foi transferido do Campo de Santana para São Cristóvão. O Museu foi incorporado à Universidade do Brasil, futura UFRJ, em 1946. De valor histórico inestimável, pelo prédio e pelo seu acervo, constituído por mais de 20 milhões de itens, era reconhecido internacionalmente.
Causa revolta e tristeza constatarmos o total desprezo dos governantes em relação ao patrimônio histórico brasileiro, cujo descaso culminou em incidentes como este do Museu Nacional, cuja perda é irreparável. Um acervo riquíssimo constituído, entre outros artefatos, por fósseis de dinossauros, da nossa primeira brasileira, Luzia, de artefatos arqueológicos do Brasil, da América pré-colombiana e do mundo, como a coleção de Pompeia da imperatriz Teresa Cristina, foi perdido da noite para o dia. O Museu Nacional possuía cerca de 700 peças egípcias, adquiridas na época imperial, sendo um importante centro de egiptologia na América Latina.
Solidarizamo-nos com professores, técnicos, funcionários e estudantes do Museu Nacional neste momento de imenso pesar. E sabemos que muitos, embora abatidos pela tragédia, seguem trabalhando com afinco na tentativa de recuperar o que for possível do acervo, motivo da pesquisa e do trabalho de vida de muitos pesquisadores.

Marcia Severina Vasques.

Palestra sobre o Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (USP) – Inscrições

Preencha o formulário abaixo para realizar sua inscrição na palestra Trajetória do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (LARP-MAE/USP): pesquisa e educação, promovida pelo MAAT/UFRN, que será ministrada pelos arqueólogos Dra. Maria Isabel D’Agostino Fleming (LARP/USP) e Dr. Alex Martire (LARP/USP).

Data: 28 de agosto de 2018;
Horário: 19h;
Local: Auditório B do CCHLA – UFRN;
Carga horária: 2h.

Sobre Maria Isabel D’Agostino Fleming:

38801321_1689487211176986_6531739070656151552_n Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1973), mestrado (1978) e doutorado (1987) em Ciência Social (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo. Membro estrangeiro da École Française de Rome 1983-1985. Atualmente é Professor Assistente Doutor Sênior do Museu de Arqueologia e Etnologia. Tem experiência na área de Arqueologia, com ênfase em Arqueologia mediterrânica, atuando principalmente nos seguintes temas: arqueologia romana e proto-história da Península Itálica, arqueologia romana provincial da Península Ibérica, tecnologia cerâmica, metalurgia do bronze, metalurgia e lamparinas greco-romanas. Coordenadora do Grupo de Pesquisa (CNPq) “Formas de contato e processos de transformação no Mediterrâneo Antigo: Roma e suas províncias”. Coordenadora do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial-LARP do MAE-USP (apoio FAPESP). Editora responsável da Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia de 1991 a 2013.

Sobre Alex Martire:

AlexÉ historiador (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP) e arqueólogo (Mestre e Doutor em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia – USP), tendo desenvolvido sua pesquisa de Doutorado na área de Ciberarqueologia pelo MAE-USP. Tem experiência em História e Arqueologia Clássicas, especializando-se em Roma Antiga e Tecnologias voltadas à Arqueologia (Realidade Virtual e Aumentada). Sua dissertação de Mestrado versou sobre as técnicas e tecnologias empregadas na mineração romana antiga da Hispânia. Seu doutorado versou sobre a construção virtual e interativa da área de mineração antiga denominada Vipasca, ao sul de Portugal (atual Aljustrel). O pesquisador possui artigos publicados sobre o diálogo entre Realidade Virtual e Arqueologia em importantes eventos acadêmicos nacionais e internacionais, como o CAA (2016), a SVR (2014/2015) e a AIAC (2013). Atualmente, é pesquisador do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (LARP, MAE-USP; http://www.larp.mae.usp.br), sendo responsável pelo desenvolvimento da área de ciberarqueologia, à qual é o primeiro a ter projeto de pesquisa acadêmico registrado em âmbito nacional (financiado pela FAPESP). Os trabalhos ciberarqueológicos dirigidos pelo pesquisador no LARP já foram objetos de pauta em meios midiáticos impressos e digitais.É coordenador do Grupo de Pesquisa no CNPq “ARISE – Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas” (www.archarise.com.br), analisando arqueojogos e sua influência na cultura atual. Também desenvolve, junto ao Museu Municipal de Aljustrel (Portugal), projetos interativos ciberarqueológicos sobre o patrimônio histórico e arqueológico local.